|
IDOSO PRECISA DE MOTIVAÇÃO
O desgaste normal da idade, o envelhecimento, não
é apenas físico, mas também se verifica nas
relações sociais e na auto-estima, que vão
diminuindo em função de seu grupo, fica cada vez mais
reduzido devido às perdas, às dificuldades para sair,
à falta de estímulo, e às limitações
físicas e psíquicas. Por isso, a estimulação
deve compreender estes três aspectos: físico, psicológico
e social.
A maneira mais eficaz de fazer com que o idoso tenha a aceitação
é a inserção na família e na sociedade;
a qualidade de vida é a estimulação. A estimulação
é o melhor meio para minimizar os efeitos negativos do envelhecimento
e levar as pessoas a viverem em melhores condições.
Estimular, entre outras coisas, quer dizer, instigar, ativar, excitar,
animar, encorajar e, além de tudo isso, estimular é
criar meios de manter a mente, as emoções, as comunicações
e os relacionamentos em atividade.
Cada idade é movida por diferentes tipos de estímulo.
A criança quer aprender a caminhar, falar, escrever. O adolescente
quer ser adulto, quer saber quem é e quem vai ser. O adulto
quer a formação de uma família, os filhos,
estabilidade profissional e financeira. E para o idoso? Quais são
os estímulos, já que ele está mais próximo
do fim da vida e, teoricamente, não tem a etapa seguinte
para querer chegar lá?
O estímulo e a motivação do idoso é
viver bem no presente e ter satisfação com a vida
que leva agora. Um importante estímulo é ver-se nos
filhos, nos netos, nos amigos, nos colegas, deixar algo de bom para
as gerações que vêm depois dele. Para isso,
seus estímulos são sua vida, sua família, os
amigos, manter atividades, criar, ter lazer, querer ver mais e aprender
mais.
A fala: "Minha mãe é muito boazinha, fica na
cadeira de balanço vendo televisão o dia todo. É
quietinha, não incomoda ninguém...". Pobre mãe!
Esse tipo de mentalidade, que ainda existe, é o principal
responsável pela infelicidade de muitos idosos. Se estimulado,
o idoso ganha auto-estima, fica mais esperto, mais participativo,
começa a se envolver mais nas questões que o rodeiam,
reivindica, reclama; podendo ser visto pela família como
um aborrecimento e não uma vantagem. As atividades que proporcionam
estimulação psicológica são aquelas
que trabalham com: afeto; auto-estima; pensamento; inteligência;
memória; atenção; percepção;
capacidade de tomar decisões; capaci-dade de adaptação
a novas situações. É preciso estimular o idoso
para a vida, para o dia-a-dia, investindo em sua parte sadia, respeitando
seus hábitos, incentivando a desenvolver atividades físicas,
de lazer, manuais, intelectuais e sociais, e fortalecendo os vínculos
com a família e os amigos.
A estimulação faz com que as pessoas vivam mais a
vida. Com a estimulação tudo revive: o corpo não-usado,
a mente parada, os afetos anestesiados e os amigos esquecidos.
Danielle Fiore Darcien, Psicóloga Hospitalar.
|